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  • Maria Moura

Entrevista com Rayssa Tavares


Quem é Rayssa Tavares? Manauara de 23 anos, Rayssa define-se como uma mulher preta que “ainda está aprendendo como ter um lugar ao sol nessa sociedade e falando sobre isso na internet”. Formada em artes, Rayssa utiliza tanto seu Instagram pessoal, quanto de trabalho para mostrar mais de si.


Definindo sua arte como pop e sentimental, Rayssa afirma que “quando eu faço meus corações, é o lado sentimental que questiona sobre os corações de tudo e de todos. E o ‘pop’, seria o lado de artes de fácil acesso, como ícones da TV ou música”.

Com várias inspirações em sua lista, Rayssa destacou (Jean) Michel Basquiat e recomendou que todos conheçam sua história. O artista estadunidense ganhou notoriedade primeiramente como grafiteiro na cidade em que nasceu de depois com o neoexpressionismo. Suas pinturas ainda servem como influencia e atingem preços altíssimos em leilões de arte.


Ao entrarmos no Instagram de Rayssa, percebemos que sua arte tem muita referência a Idols de K-pop (Pop Sul-Coreano). Rayssa conta que a inspiração surgiu ao entrar na faculdade e conhecer muita coisa nova, como o k-pop. “De tanto escutar e de tanto conhecer deu aquela vontade de também desenhar sobre eles e foi o que aconteceu”.

Seus trabalhos não ficam só na área de desenho e também exploram a cerâmica como forma de comunicação e expressão. Assim como as obras inspiradas de k-pop, a cerâmica também surgiu e se desenvolveu na época da faculdade e que, com ela, é possível “ver ancestralidade por meio dessas técnicas, aprendi muito sobre a nossa história e cultura”.


Questionada sobre como é ser artista Manaus, Rayssa afirma que fazer arte já é difícil, ainda mais com os questionamentos sobre o que é esta e como pode fazer diferença no cotidiano social. Outro destaque em sua afirmação, assim como muitos entrevistados da BKN, é o de ser artista preto em Manaus. “Somos questionados não só sobre a importância do que falamos, mas sobre a veracidade disso, inclusive sempre sendo colocados em lugares marginalizados da arte”.

Outro ponto que também foi levantado durante a entrevista foi as piores e melhores partes de ser artista na cidade, o que Rayssa afirma que, embora haja artistas incríveis, a cidade ainda fecha os olhos para quem é daqui. “Manaus ainda têm uma síndrome de imposto que tudo que é de fora ainda é mais importante do que temos aqui”.


A representatividade preta na cidade, no âmbito das artes visuais, já existe e, para Rayssa, “Manaus têm vários artistas pretos que estão fazendo seu corre. Alguns exemplos são Mendes Auá e Kerolayne Kemblin”.


Sobre os planos para o futuro Rayssa só quer “conseguir um dia fazer uma exposição solo e me sentir mais confortável em poder vender minhas artes e ser reconhecida por isso”.


Siga e apoie: Rayssa Tavares


Instagram: https://www.instagram.com/rayssazombie/

Instagram profissional: https://www.instagram.com/minhaeuforia.art/

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