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Entrevista com Lua Negra


Lua Negra se descreve como um homem gay, adulto, criado na rua e na vida desde cedo. Sempre foca em fazer músicas com mensagens importantes, ritmos dançantes, conscientização e empoderamento. Quando perguntado sobre como é ser um negro homossexual no meio musical em Manaus, o mesmo disse ter grande aceitação, mesmo tendo aqueles com opinião contrária, suas características artísticas sempre lhe dão mais destaque. Diz que o problema maior é a cena local, que não valoriza os artistas, pois alguém como ele dificilmente será aceito por um público conservador. Destacou também sua opinião sobre como é ser artista em nossa região, dizendo ser legal, que a classe se ajuda e se apoia. Mas o ruim é o público que não valoriza, onde pagar 10 R$ para apoiar artista local é um absurdo, enquanto eles pagam valores altos em eventos vindos de outros estados.


Sobre suas inspirações, Lua Negra citou Lil' Kim, Grace Jones e Azealia Banks:


"Eu me inspiro muito na Lil' Kim, a primeira mulher a se jogar no meio do rap, pois ela era uma mulher durona no meio dos gangster, eu sou a bicha durona entre os gangster, porque sempre vivi nas ruas e nunca deixei ninguém me diminuir ou achar que sou menos homem por ser gay eu me sinto nessa dualidade, de ser forte e durão, já que a maioria espera que eu seja delicado e sem firmeza pelo fato de ser gay, me inspiro na Grace Jones no estilo de vestuário e na Azealia Banks na voz".


Dentre suas músicas, a mais polêmica é, sem dúvidas, "Puta", que o mesmo descreveu como uma crítica à sociedade machista em que vivemos:

"Meu single fala sobre como a sociedade trata uma mulher que tem liberdade sexual e de expressão, a chamam de puta. Puta é um termo usado por homem complexado, referente a uma mulher, que faz o que quiser", "a maior parte da minha família é composta por mulheres e vejo muito de perto a opressão que as mulheres sofrem, desde o abuso, violência, limitações. É uma música contra a sociedade machista".


[ ] Em relação ao espaço em festas LGBTQ+ para um artista, Lua disse existir muito espaço, sendo o mesmo muito grato à comunidade, dando destaque aos espaços Tupiniqueen e Colmeia Lab. Quando perguntado sobre a questão do espaço para artistas negros em Manaus deixou bem claro que ainda está longe de ser o ideal. Chamei sua atenção para o fato de existir tratamento diferente para artistas negros no cenário atual, e Lua disse que existe e sempre vai existir em tudo: "O negro sempre é visto como de pior qualidade por mais que as vozes e letras de negros sejam muitas vezes melhor". Perguntei se deveriam existir mais festas Black em Manaus e Lua Negra demonstrou total apoio "Com toda certeza vamos reunir essa negrada" disse o mesmo. Sobre seus planos para o futuro, disse que quer focar em sua carreira: "Evoluir em tudo, ser representatividade para muitas bichas pretas do gueto e do RAP". Lua Negra é uma total afronta para a sociedade conservadora. Um artista homossexual, negro, com letras que tocam na ferida, um talento real que ainda tem muito a nos mostrar.


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