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  • Maria Moura

Entrevista com Baby AC


Quem é Baby AC? Quando questionada, Baby AC se caracterizou como uma “mulher sexy, cheia de sonhos e metas para alcançar”. Sua maior fonte de inspiração é, principalmente, o marido WKILLA e é categórica ao afirmar que “se não fosse ele para me dar força, acho que não conseguiria”. Nesta semana, a Blackout Norte bateu um papo com uma das mulheres que compõe o cenário do rap manauara.


Em teoria, o rap surgiu inicialmente na Jamaica e seu nome na verdade é uma sigla popular que significa Rhythm And Poetry (Ritmo e Poesia). Ganhando popularidade por pessoas da periferia de Nova York, o rap surge como um estilo musical, em forma de discurso ritmado, contra as dificuldades vividas por negros e pessoas que compõem as classes sociais mais baixas na sociedade. No Brasil, o movimento surgiu na década de 70 e se desenvolve de maneira ampla até hoje.


Baby AC faz parte do grupo de mulheres, assim como Lil Mama, que vem ganhando espaço no rap da cidade. Como parte importante da história, protagonistas como Sant-N-Pepa, Missy Elliott e Queen Latifah são alguns dos nomes que abriram espaço, nos anos 90, para que mais mulheres também pudessem contas suas histórias e vivências por meio de suas rimas.


Nos anos 2000, as mulheres do rap acabaram sendo deixadas de lado e quase 10 anos depois voltaram a ganhar espaço com a chegada de nomes como Nicki Minaj, Cardi B, Rico Nasty, e outros nomes brasileiros como Karol Conka, Drik Barbosa e Negra Li. Baby AC falou um pouco mais sobre a parceria com Lil Mama no projeto Power Girls: “Cara, tudo começou com uma brincadeira, ela (Lil Mama) apareceu no meu caminho e me deu mais força. O ano de 2019 foi foda e ainda mais maravilhoso quando conheci ela”.


Quando questionada sobre como enxerga as mulheres no cenário musical do rap, Baby AC falou também sobre os preconceitos que as mulheres sofrem e os estereótipos que carregam muitas vezes. “Eu admiro pra caralho, acho elas (mulheres) foda. Me sinto tão bem em saber que nós, mulheres, temos muitos outros talentos e que estamos quebrando aquele tabu de que mulheres só server pra lavar louça. Chega né! Mulheres no topo”.


A Blackout Norte também questionou se Baby AC já havia sofrido preconceito de alguma forma, seja em sua vida pessoal ou devido ao seu estilo musical o que foi negado pela artista. Na questão se o cenário cultural ajuda na promoção do seu trabalho, Baby AC também disse que não. Sobre as melhores e piores partes de se viver como artista em Manaus, Baby AC elencou as mesmas problemáticas já ouvidas por outros artistas que a Blackout Norte já entrevistou.



“Aqui em Manaus nós, como artistas, não somos valorizados. Ninguém paga se um de nós for fazer um show e só dão valor se nós fossemos famosos, tipo os de fora. A melhor parte de ser artista em Manaus é que, mesmo assim, tem pessoas que acreditam em nós e dão o maior apoio, tem o maior carinho pela gente. Isso é muito foda”.


Quando perguntamos os seus planos para o futuro, Baby AC comentou: “Se Deus quiser, espero alcança tudo que meu coração deseja e muita saúde pros meus filhotes. Porque o dia de amanhã só pertence a Deus”.

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Ouça Tudo OK - Power Girls (feat.Lil Mama, Baby AC): https://www.youtube.com/watch?v=0DtO7lYmj98

Acompanhe esses e outros projetos da Nusouto Records: https://www.youtube.com/c/NusoutoRecords

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